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21 de dez. de 2013
Palavras cruzadas - 100 anos!
Há 100 anos nascia uma das melhores coisas dessa vida, e sem a qual eu poderia morrer de tédio no trânsito, na sala de espera, no aguardo de alguém, na fila do banco ou mesmo em casa: as palavras cruzadas.
Criada por um americano como forma de preencher um espaço no jornal "New York Times", tiveram como nome original "Quebra cabeça palavras cruzadas". O objetivo é simples, como muitos sabem: preencher um diagrama, geralmente retangular, com palavras ou expressões que condigam com uma definição dada para cada uma delas, na horizontal ou vertical. E o que era uma maneira de preencher um espaço em uma coluna de jornal virou um dos passatempos mais feitos em todo o mundo, mesmo o com avanço da internet e das tecnologias e aparições de outros passatempos.
Passatempos, para mim, além de serem uma forma de matar o tempo em situações em que ele pode ser um ingrato, também são uma forma de exercitar a mente, aprender novas palavras, desenvolver o raciocínio lógico e bolar estratégias para resolver algum problema - há passatempos para todas as classes, sejam elas etárias, mentais, intelectuais ou niveladoras. Sou tão aficionado por eles que sou assinante da revista Coquetel, e assim tenho 4 revistinhas em casa todo mês, que duram no máximo 10 dias em minhas mãos, e eu tenho de correr para comprar um minialmanaque na banca, que tem uma capa mais resistente e um papel melhor de se escrever e de se folhear. Vale a pena por todas as razões já listadas, assim como também para me desafiar.
Além das palavras cruzadas clássicas, a Coquetel oferece outros desafios em suas revistas - ou mesmo publicações próprias para esses passatempos. Os mais listados são:
a) Duplex - tem-se um diagrama com definições de um lado, e do outro há um outro diagrama que deve ser preenchido passando-se as letras do diagrama da esquerda para o da direita. (Exemplo: se no da esquerda o quadrinho H34 tem a letra J, deve-se colocá-la também no diagrama da direita)
b) Criptograma - para cada definição uma resposta. Cada letra é representada por um símbolo, que ajuda na hora de resolver as outras definições, pois símbolos iguais implicam letras iguais.
c) Silábica - variação da palavra cruzada, sendo que nos quadrinhos não se escrevem letras, e sim sílabas de palavras (Exemplo: na comum, escrever-se-ia A-M-O-R-A; na silábica, A-MO-RA)
d) Torto - o que eu mais amo, pois é o único cujo fim você não sabe quando vai ocorrer. Há uma cadeia de 18 letras, em um retângulo 6 por 3, ligadas entre si por sequências de linhas. Juntando-se essas letras, na sequências das linhas - sem pular linha e sem repetir balão - devem-se formar o maior número de vocábulos possíveis da língua portuguesa, com ao menos quatro letras. Meu recorde atual é de 154 palavras! Em cada torto há um mínimo de 30 vocábulos. Se você não acha mais que isso, continue até achar esse mínimo.
Exercícios mentais são legais, além de ajudar a matar o tempo. E não são coisa apenas de gente de mais idade...deixo a vocês um torto para ver quantas vocês acham por aí. Boa sorte!
(Obs.: til e cedilha não valem, exceto quando A e C aparecem com eles. Acentos liberados)
Veja uma palavra montada como exemplo
17 de out. de 2013
Deixe-se levar
10 de set. de 2013
Algo permanecerá
"E eu sei que nada mais será como antes
Cada um segue seu caminho
Mas eu sei que nunca se poderá apagar
O que é corroído pelo tempo
Algo permanecerá"
Não sei por quê, mas hoje fiquei a querer escutar essa música de uma banda alemã, Luxuslärm. Sempre gostei da melodia, do fundo de gaita no refrão, e ainda mais da intensidade da vocalista, Janine Meyer, que faz com que as emoções aflorem facilmente. O idioma alemão pode parecer duro, frio, e sem emoções, porém é uma língua bonita e que transmite emoções como muitas outras, e as vozes das cantoras alemãs são lindas e tenras, transportando-nos a outros lugares.
Ao analisar a letra da música "Etwas bleibt", dei-me conta do quanto ela pode tocar fundo no coração, ainda mais quando estamos a sentir falta de algumas pessoas que passaram em nossas vidas e nos deixaram um bom impacto, que nos fizeram crescer, mas que por algum motivo da vida atualmente não se fazem presentes.
As coisas vão mudando tão rapidamente nessa vida urbana corrida, contida, cheia de afazeres, e tentamos lidar com tudo e todos que queremos bem. Vamos esquecendo às vezes os prazeres simples, um descanso, um encontro casual apenas para conversar, uma atualização mental para ter um contato humano de fato.
Vamos vivendo e tendo bons momentos, cada um bom à sua maneira. Como se diz no início da música,
"Há um café na esquina, e são sete e quinze. Nós agimos como se o tempo tivesse parado."
Parar o tempo. Congelar. Curtir aquele momento. Curtir a pessoa. Curtir-se. Curtir uns aos outros. Pois algo de bom permanecerá.
Aqui segue o clipe, e depois a tradução
"Há um café na esquina,
E são sete e quinze
Nós agimos como se o tempo tivesse parado
Olhe para mim, eu olho para você
Não vai funcionar
Mas de certa forma é bom, tão bom te ver
Refrão:
E eu sei que nada mais será como antes
Cada um segue seu caminho
Mas eu sei que nunca se poderá apagar
O que é corroído pelo tempo
Algo permanecerá
Preciso de 1000 palavras para não dizer nada
Não se pode roubar o que não está mais lá
Olhe para mim, eu olho para você
Não vai funcionar
Mas de certa forma é bom, tão bom te ver
Refrão (2x)
Tivemos nosso tempo, foi tão bom
Mas não se pode roubar o que não está mais lá
3 de jan. de 2012
Casa
Tem gente que tem pavor da expressão "quero ficar em casa". Ora, a casa é o melhor lugar do mundo: é onde nos sentimos mais seguros, mais confortáveis, e certas vezes mais nós mesmos. Em casa é bom ter no quarto aquele cobertor para se proteger do frio enquanto se degusta um chocolate quente e assiste a alguma filme na TV ou no DVD. Em outros momentos, quando é permitido, ficar namorando - uma cama de solteiro para um casal? Perfect! Têm de ficar juntinhos hehehehe.
Também há a cozinha, lugar que adoro por poder fazer um de meus hobbies: cozinhar. Cozinhar é um verbo que assusta muita gente. Afinal, como fazer arroz? Um feijão? Será que sei ferver um leite hehehe? Pior ainda é se tiver de fazer uma receita mais elaborada, aí deixa o fundo da panela queimar, ou o forno esquentar demais...porém é praticando que se aprende, e mesmo que não se goste, é bom saber o básico para não depender de comida de micro-ondas. Ademais, o prazer de fazer uma comida fresquinha e do seu jeito é algo inigualável.
E também é bom cozinhar para conquistar alguém - o ditado de que se conquista homem pelo estômago tem lá sua verdade. Adoro por exemplo fazer massas e mousses.
E a sala? A sala é o lugar para recepcionar o povo, relaxar, esquecer o mundo. A casa da gente é algo mágico, fantástico. Curto ficar em casa uns tempos, às vezes no computador, outras vendo TV, ou fazendo palavras cruzadas...there is no place like home.
E para ouvir, Casa - Natalia Lafourcade (fofa demais essa guria mexicana ^^)
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