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27 de nov. de 2013

Crítica culinária: My Brownies

Brownies são uma maravilha calórica: um belíssimo bolo de chocolate, geralmente molinho por dentro e muitas vezes acompanhado por uma bola de sorvete, pois eles vêm quentinhos e com uma bela cobertura. Encontrar um bom brownie pela cidade é um desafio, uma vez que a maioria é duro ou ressecado, o contrário do que procuramos. E não adianta, pedir por um brownie que seja bom é pagar meio caro, por isso não é sempre que podemos nos dar ao luxo de comprar um sempre. No entanto, quando puder e quiser se deliciar com essa maravilha, dirija-se logo a uma maravilha que descobri hoje: a franquia My brownies.


Pelo nome, já se vê que o foco são os brownies, embora haja também tortas, cheesecakes e outras maravilhas. Atualmente a loja se encontra apenas no Shopping Tijuca, em seu subsolo. Em dezembro de 2013 abrirá uma nova unidade, no Barra Shopping. Esperando os dias quando abrirá no Nova América ou Norte Shopping...

Fui lá apenas para provar um brownie...e no cardápio você já seleciona como o quer: com sorvete ou sem sorvete, com calda ou sem calda, com toppings ou sem toppings - a inserção de itens eleva o preço, sendo o brownie por si só 6 reais. E não existe apenas um tipo de brownie: são SETE sabores a sua escolha, como chocolate com nozes, trufado e brigadeiro. Para iniciar, pedi um brownie de chocolate com nozes, acompanhado de sorvete de creme e cobertura de frutas vermelhas. E acredite: valeu cada mordida!

Para iniciar, a calda não é apenas um enfeite: vem em boa quantidade, suficiente para cobrir o brownie, mas sem tirar seu sabor. A de frutas vermelhas é muito fresca, vindo até com duas amorinhas para você comer junto, o que quebra um pouco do doce do bolo e do sorvete. 

Não satisfeito com a delícia, dei uma descansada e resolvi experimentar outra combinação: o trufado com sorvete de doce de leite - você pode escolher de creme, doce de leite ou pistache - e cobertura de chocolate. E como veio cobertura! E muito fresca, parece ter sido feita na hora. Mais uma vez, uma delícia na boca, que vale cada caloria ingerida. Não à toa o nome da loja é my brownies.

Para os casais, existe o brownie grande, que serve duas pessoas - ou apenas uma, se ela quiser se deleitar como se não houvesse amanhã. 

Portanto, a dica é: está no Shopping Tijuca, dê uma passada lá e coma um dos brownies com sorvete ou uma das tortas e bolos, geralmente com um cafezinho ou capuccino. Você não se arrependerá.

(Este post não foi patrocinado)

20 de out. de 2013

Poesia de asfalto



Era ensaio ou era loucura?
Deitar-se na areia quente
Vendo o sol se pôr
Enquanto as pessoas passavam
E observavam

Era julgamento ou vontade?
Saudade de parar um pouco
E apreciar a vista
Daqui de baixo para cima
Lá em cima quase nunca se esteve

Poderia ser voando
Poderia pegar um balão ou avião
Mas o corpo pede leveza
Não quer uma caixa onde ser carregado
Deitar-se nas nuvens, como seria?

Está chovendo? Fique-se
Depois o sol seca...e conforta
-  Eu quero me proteger, abra o guarda-chuva!
- E havia algum por perto?
Então levante-se ou aproveite

"Só não me deixe passar sem você..."

18 de out. de 2013

A loucura emersa

 
Ser ou não ser, eis a questão! Ser a gente mesmo pode ser uma tarefa árdua, pois às vezes possuímos tantos eus dentro de nós que não sabemos como emergir nossa personalidade sem medo das reações dos outros. Medo de perder uma relação, um momento bom, nossa própria consciência. Alanis mostra, em "Madness" (Loucura), que não precisamos ter medo de ser loucos.

17 de out. de 2013

Deixe-se levar



Não medir o tempo...não prestar atenção no relógio...esquecer que dia era, que horas eram...esquecer que existe uma vida cotidiana a ser vivida lá em outra terra...

12 de out. de 2013

Definições



Namorado não é aquilo que você quer que esteja junto de você em todos os instantes. O nome disso é dinheiro.

Namorado não é aquilo que precisa ouvir apenas todas as suas tristezas. O nome disso é psicólogo.


10 de out. de 2013

Escapar

Escapar: fugir de um lugar, dar uma sumida, desaparecer por uns instantes, ou para todo o sempre. Descansar de tudo que nos cerca e que nos limita, dar um tempo ao caos.

Hora de dar uma fugida de tudo, dar uma respirada, dar uma rejuvenescida. Feriado dos professores está aí, tempo de pegar a estrada e ir a Paraty. Nada como a banda espanhola La Oreja de Van Gogh para me alegrar ainda mais, com essa música deliciosa: Escapar



"De repente vem você, e eu me sinto seguro
De repente venho eu, e seu olhar rejuvenesce
De repente aqui, em frente me sento a seu lado
De repente hoje já celebramos o primeiro verão

'Ao brindar por essa vez
E por todas que virão
Com as lágrimas de ontem
Que foram minha condenação

E escapar junto de lá
Segurando-nos as mãos, dar um salto e sentir
A liberdade e o valor de escolher
Presentear-lhe com minha vida'

E correr juntos até o fim
Segurando-nos as mãos, apenas um beijo seu
Ser sua metade nisso de viver o resto de minha vida

De repente vem você e as horas voltam a correr
De repente venho eu e você tão belo que nem percebe
De repente aqui até nossos silêncios soam bonitos
De repente hoje já celebramos aquele primeiro beijo

Refrão

Ao brindar por essa vez
E por todas que virão
Com as lágrimas de ontem
Que foram nossa condenação

E escapar junto de lá
Segurando-nos as mãos, dar um salto e sentir
A liberdade e o valor de escolher
Presentear-lhe com minha vida

E beijar cada despertar
De todas suas manhãs que você me queira dar
Fazer de seu nome uma dessas palavras
Com mais valor que sentido

...Viveremos os sorrisos que o destino nos devia"

1 de out. de 2013

Ponto de retorno



"A morte. É disse que tenho medo. Só da morte. Uma estupidez, não acha? Sempre tive, desde criança. Não sofri nenhum trauma que provocasse isso. Eu estava na escola quando minha mãe morreu e isso não significou nada. Não é a morte dos outros. Não é a existência da morte. É da minha morte que tenho medo. Sabe, ninguém pode dizer: 'Não se preocupe, querida, não vai acontecer nada.' Não dá para afirmar: 'É tudo imaginação sua, querida, isso não existe.' Não consigo descrever o medo, como ele é, o quanto é terrível. Deve ser como dar à luz, só que não vou gerar vida, tenho a morte entre as pernas. Por vezes ergo a mão assim, olho para ela e penso: eis aqui a morte, faz parte de mim. Posso senti-la com a outra mão, mudá-la de lugar, aquecê-la e sentir seu cheiro e pintar suas unhas. Um dia ela se tornará branca e fria, insensível e inútil, assim como eu serei tudo isso. E depois apodrecerá. E eu apodrecerei."

(P. D. James, O crânio sob a pele)

A cada dia que passa morremos um pouco. Perdemos o viço de nossa pele, o viço de nosso olhar, vamos perdendo algumas esperanças em nossa vida, deixamos de crer tanto naquilo que nos era idealizado desde sempre. A morte física total é apenas o ponto final de uma trajetória cheia de erros e acertos, um ponto ao qual todos chegamos, tendo feito tudo que se desejou ou não. Seremos apenas uma carcaça, um resto de anatomias comparadas para serem postas em alguma vala ou queimadas e jogadas em algum mar ou rio para fluir eternamente.
Ao mesmo tempo, podemos renascer de cada morte causada por elementos externos e renascer para continuar nesse longo percurso, sem muito olhar para trás. Às vezes olhando, pois sempre há algo ou alguém a quem esperar para nos acompanhar. A cada dia que acordamos temos a chance de reavivar aquela luz apagada, aquela vela cujo pavio se havia queimado por completo, mas que de certa forma pode ser reaceso sem medo algum. Podemos sentir a vida em uma mão e na outra, aquecê-la e sentir seu cheiro e colori-la, ou deixá-la em preto e branco em momentos de reflexão ou apenas cansaço momentâneo.
Enquanto houver vida, enquanto houver amor, não nos apodreceremos. Seremos coloridos e quentes, sensíveis e úteis, em ciclos lentos e rápidos.

20 de set. de 2013

Água



Na astrologia, a água representa o lado sentimental da vida. Aquele lado que muitos de nós teimamos em esconder em nosso dia a dia para muitas pessoas, por medo da decepção e também por receio de se envolver em emoções que nos desviem de outras metas nossas diárias. Mas como viver sem exteriorizar tudo aquilo que nos forma? O poder de sentir é saber que tudo tem seu lado bom e ruim, que tudo pode e deve ser tocado, experimentado, externalizado, ainda que possamos parecer bobocas nessa terra de gigantes de pedra.


10 de set. de 2013

Algo permanecerá



"E eu sei que nada mais será como antes
Cada um segue seu caminho
Mas eu sei que nunca se poderá apagar
O que é corroído pelo tempo
Algo permanecerá"

Não sei por quê, mas hoje fiquei a querer escutar essa música de uma banda alemã, Luxuslärm. Sempre gostei da melodia, do fundo de gaita no refrão, e ainda mais da intensidade da vocalista, Janine Meyer, que faz com que as emoções aflorem facilmente. O idioma alemão pode parecer duro, frio, e sem emoções, porém é uma língua bonita e que transmite emoções como muitas outras, e as vozes das cantoras alemãs são lindas e tenras, transportando-nos a outros lugares.
Ao analisar a letra da música "Etwas bleibt", dei-me conta do quanto ela pode tocar fundo no coração, ainda mais quando estamos a sentir falta de algumas pessoas que passaram em nossas vidas e nos deixaram um bom impacto, que nos fizeram crescer, mas que por algum motivo da vida atualmente não se fazem presentes.
As coisas vão mudando tão rapidamente nessa vida urbana corrida, contida, cheia de afazeres, e tentamos lidar com tudo e todos que queremos bem. Vamos esquecendo às vezes os prazeres simples, um descanso, um encontro casual apenas para conversar, uma atualização mental para ter um contato humano de fato.
Vamos vivendo e tendo bons momentos, cada um bom à sua maneira. Como se diz no início da música,

"Há um café na esquina, e são sete e quinze. Nós agimos como se o tempo tivesse parado."

Parar o tempo. Congelar. Curtir aquele momento. Curtir a pessoa. Curtir-se. Curtir uns aos outros. Pois algo de bom permanecerá.

Aqui segue o clipe, e depois a tradução


"Há um café na esquina,
E são sete e quinze
Nós agimos como se o tempo tivesse parado
Olhe para mim, eu olho para você
Não vai funcionar
Mas de certa forma é bom, tão bom te ver

Refrão:
E eu sei que nada mais será como antes
Cada um segue seu caminho
Mas eu sei que nunca se poderá apagar
O que é corroído pelo tempo
Algo permanecerá

Preciso de 1000 palavras para não dizer nada
Não se pode roubar o que não está mais lá
Olhe para mim, eu olho para você
Não vai funcionar
Mas de certa forma é bom, tão bom te ver

Refrão (2x)

Tivemos nosso tempo, foi tão bom
Mas não se pode roubar o que não está mais lá

8 de set. de 2013

Martes



Sempre fui alguém que foge de conflitos. Não tenho saco nem vontade para enfrentá-los ou mesmo criá-los: se algo está andando, para que analisar? Mas tudo precisa de análise constante, mesmo aquilo que na superfície aparenta ser a paz, a maravilha que todos buscam para si. Porque podemos ter a tendência a mascarar as emoções ruins, de forma a manter um equilíbrio constante - ou inconstante - na gente e nas pessoas ao redor, porque temos de viver de aparências em alguns instantes.

Numa relação a tendência é enxergar tudo com lentes cor-de-rosa (tem hífen?), pois projetamos nela um porto seguro onde se ancorar, onde fugir de toda essa confusão em que vivemos, um redoma no qual nos protegemos de todo o mal que nos cerca - isso na teoria.

Porque na prática temos nossos, medos, vontades individuais, que nem sempre combinam com as vontades do outro, e aí começam as concessões, muitas vezes a contragosto, porém nada dizemos, por medo do tal conflito. Algo feito nos desagrada, mas não brigamos...medo do conflito, uma vez que teoricamente conflitos destroem, corrompem, causam danos internos e externos, sacodem a mente. E às vezes precisamos de um sacudir de neurônios para nos pôr no nosso devido lugar, num rumo mais direito em nossas vidas.

Lançam-se pequenos sinais diariamente sobre o que se busca na relação, mas quem os percebe de cara? Como entendê-los quando fechamos os olhos para isso e só nos focamos no lado bom do ser? Temos nossos lados bons e ruins, e quando o ruim emerge uma ansiedade e um pavor se instauram, como se não pudessem existir defeitos e diversas camadas a serem analisadas e sintetizadas. E o clima de animosidade começa a evaporar, dando lugar a uma guerra fria.

Grosseria dói, sinceridade não. Temos medo não da verdade, e sim de suas consequências.

Saber nossas necessidades e as do outro, saber quando entrar e quando sair do redoma, dar espaço e ficar junto. Porque nem sempre a presença física diz alguma coisa.